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28-02-20 14:44

Antecipada, campanha de vacinação contra a gripe deve incluir novos grupos

Ministro da Saúde afirmou que o grupo de pessoas com direito à vacina deve ser ampliado, mas não antecipou quais populações serão incluídas
A confirmação do primeiro caso de coronavírus no Brasil e o rápido aumento do número de casos suspeitos fizeram com que o Ministério da Saúde decidisse antecipar para 23 de março o início da campanha de vacinação contra a gripe deste ano. De acordo com o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, além de começar mais cedo — a data anunciada previamente era 13 de abril — a campanha deve incluir novos grupos populacionais. 

"Essa campanha é pensada sempre acima de 60 anos. Este ano, vamos fazer outros grupos, além dos idosos. Devemos fazer forças de segurança, população presidiária e agentes penitenciários, por exemplo. Devemos fazer a ampliação de segmentos para diminuir a circulação epidêmica", afirmou Mandetta, em entrevista coletiva em São Paulo, sem definir exatamente quais grupos serão incluídos.

"Esse grupo das pessoas que têm prioridade para tomar vacina aumenta a cada ano. O grupo dos policiais foi adicionado no ano passado, por exemplo", acrescentou, em Brasília, o secretário executivo do ministério, João Gabbardo,

Em 2019, além dos idosos, podiam se vacinar na rede pública crianças e gestantes, mulheres que tinham dado à luz até 45 dias antes, trabalhadores da saúde, indígenas, pessoas com doenças crônicas não transmissíveis e outras em condições clínicas especiais, adolescentes e jovens em medida socioeducativa, presos e profissionais da Segurança Pública.

Crescimento dos casos suspeitos

Segundo Mandetta, a vacina da gripe (vírus influenza), embora não proteja contra o coronavírus, ajudará a reduzir os casos de infecções, diminuindo a sobrecarga do sistema de saúde. "A vacinação contra a gripe é um instrumento importante neste momento, porque você diminui o espiral de epidemias desses outros vírus que podem ocorrer e confundir a população", justificou.

O Ministério da Saúde afirmou ainda nesta quinta-feira que o total de casos suspeitos no país chegou a 132, com tendência a se elevar rapidamente. O único caso confirmado até agora continua sendo o de um paciente em São Paulo de 61 anos, diagnosticado na terça-feira.

Até sexta-feira, dia 28, o maior número estava concentrado em São Paulo (55). Depois vem Rio Grande do Sul (24), Rio de Janeiro (9), Santa Catarina (8), Ceará (5), Minas Gerais (5), Paraná (5), Distrito Federal (5), Rio Grande do Norte (4), Pernambuco (3), Goiás (3), Mato Grosso do Sul (2), Paraíba (1), Alagoas (1), Espírito Santo (1) e Bahia (1). Ao todo, 121 pessoas vieram do exterior; oito são de pessoas que tiveram contatos com outros casos suspeitos; e três que tiveram contato com o paciente de São Paulo que testou positivo para a Covid-19. Há 213 novas notificações em análise.

Edição Site TV Assembleia

Fonte: Correio Brasiliense - Por Maria Eduarda Cardim
Imagem: Ed Alves



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