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18-01-18 10:16

Ansiedade Infantil - Quando o problema se transforma em doença

Estima-se que 30% dos casos de TAS irão persistir na vida adulta se não tratados. O transtorno tem um impacto importante nas interações sociais.

Pesadelos frequentes, recusa em ir para a escola, medo que os pais morram, queixas de dores de cabeça ou musculares. Estes podem ser sintomas de um dos transtornos da ansiedade mais comuns da infância e adolescência: O Transtorno de Ansiedade da Separação (TAS), que atinge de 3 a 5% das crianças.  


Segundo a neuropediatra Karina Weinmann, cofundadora da NeuroKinder, trata-se de uma reação anormal à separação dos pais, familiares ou cuidadores. "A separação pode ser real ou imaginária. Entretanto, há um impacto importante nas atividades diárias, assim como no desenvolvimento cognitivo e social. Normalmente, o pico ocorre entre os sete e nove anos de idade".


Estima-se que 30% dos casos de TAS irão persistir na vida adulta se não tratados. O transtorno tem um impacto importante nas interações sociais, já que a criança pode se isolar socialmente, e pode predispor para transtornos psiquiátricos adultos, especialmente o transtorno do pânico.  
 

Normal ou patológica?

A médica alerta que é preciso muito cuidado para não confundir a ansiedade da separação, que faz parte do desenvolvimento infantil, com o Transtorno da Ansiedade da Separação. “A ansiedade da separação faz parte dos marcos do desenvolvimento e é um comportamento evolutivo fundamental. O pico acontece entre nove e treze meses de idade quando o bebê percebe que é um indivíduo e não mais a extensão do corpo da mãe. Nessa fase o bebê pode chorar mais, sentir medo do abandono e só se acalmar com a presença materna ou paterna, por exemplo”, explica.

 

Já o Transtorno da Ansiedade da Separação costuma aparecer em crianças mais velhas, normalmente na idade pré-escolar. “Consideramos um transtorno quando a ansiedade está além do esperado para o nível de desenvolvimento da criança. Além disso, precisa durar mais de quatro semanas e se desenvolver antes dos 18 anos. Para o diagnóstico também são levados em conta o sofrimento e os prejuízos acadêmicos, sociais e cognitivos”, diz a neuropediatra.
 

Medo irracional

As crianças e adolescentes com o transtorno apresentam uma série de sintomas físicos, emocionais e comportamentais quando se separam dos pais ou cuidadores ou quando precisam sair de casa. São crianças que costumam faltar muito na escola, não conseguem dormir sozinhas e podem apresentar dores de cabeça, estômago, enjoos e vômitos, principalmente nos momentos em que a separação é eminente.  
Eventos estressantes, como mudança de escola, de cidade, chegada de um irmão, separação dos pais e perdas de familiares são importantes fatores de risco para a piora do quadro. "Os sintomas podem se intensificar de acordo com a situação vivida", informa a médica. 
 

Tratamento

Segundo a neuropediatra, o tratamento é individualizado, porém a educação é parte fundamental da terapêutica. "Os pais e a criança ou o adolescente precisam conhecer melhor o transtorno da ansiedade da separação e isso é feito por meio da psicoeducação. Além disso, ensinamos os pais como gerenciar os comportamentos para criar um ambiente adequado e oferecer suporte para que a criança supere os sintomas".  A Terapia Cognitiva Comportamental (TCC) é, atualmente, o tratamento com maior eficácia.


Edição Site TV Assembleia PI
Fonte: Orla



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